Católicos na política, uma presença que não se nota

ROMA, quinta-feira, 22 de julho de 2010 (ZENIT.org) – Os católicos devem voltar a ser uma presença significativa na política italiana, para o bem do país. Esta é uma das principais mensagens do encontro de apresentação do documento preparatório da 46ª Semana Social, realizado em 22 de julho.

O evento, realizado em Roma no Palácio Giustiniani do Senado, que contou com a presença dos líderes dos principais partidos italianos, foi aberto pelo presidente do Senado italiano, Renato Schifani, e pelo presidente do comitê científico e de organização das Semanas Sociais dos Católicos Italianos, Dom Arrigo Miglio.

“Esperamos que a próxima semana social represente um sinal concreto de empenho por crescer na esperança”, disse Dom Arrigo Miglio em sua intervenção, na qual retomou as palavras de Bento XVI ao reafirmar que a Igreja “tem o bem comum em seu coração, o qual nos convida a partilhar os recursos econômicos, intelectuais, morais e espirituais, aprendendo a enfrentar juntos, em um contexto de reciprocidade, os problemas e desafios do país”.

“Ver a Itália sob uma perspectiva unitária e solidária – sublinhou o prelado – significa enxergar não apenas seus problemas, mas também os recursos à disposição”, tendo em mente que “o país não crescerá se não estiver unido”.

Renato Schifani, por sua vez, recordou que “a Itália conheceu momentos da real fratura no seio da comunidade nacional, que foram superados somente quando se conseguiu recompor uma unidade fundamentada em princípios e ideais plena e concretamente partilhados”.

Segundo o presidente do Senado, “saber partilhar não implica num desrespeito aos papéis, atribuições e funções determinados segundo as regras da democracia madura da alternância; ao contrário, significa se sentir parte, protagonistas até o fim, dos ideais que mantêm a coesão nacional”.

No que se refere à presença dos católicos no âmbito político, Schifani afirmou que “o protagonismo dos católicos deve ser avaliado concretamente, com posicionamentos concretos em relação aos temas prioritários”.

Para ele, o problema não é a ausência de católicos na esfera política, mas sim o fato de que “a presença dos católicos não é plenamente capaz de se fazer perceber”.

Em uma entrevista concedida à Rádio Vaticano, Edoardo Patriarca, lembrando a expectativa manifesta pelo Papa Bento XVI sobre o nascimento de uma nova geração de católicos comprometidos com a política, disse que, ao falar com os jovens sobre política, nota-se claramente sua desilusão.

“Porém, devo dizer que, percorrendo nosso país neste ano, acompanhado por outros amigos, descobrimos muitos jovens atuando na administração pública (…); creio que estão desenvolvendo e amadurecendo novas vocações políticas.”

“Penso que o convite à responsabilidade dos católicos, dos leigos católicos, é urgentíssima (…). Penso que os católicos têm tanto a oferecer, que não fazê-lo constituiria um pecado de omissão.”.

“Não escondo os esforços que temos empreendido a fim de conscientizar os políticos de inspiração cristã – aqueles que se dizem católicos – a buscarem na Doutrina Social da Igreja um fio condutor que os oriente em sua atuação.”

“Acredito que esta via deva ser promovida e reforçada”, concluiu.

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