O que fazer para que o outro seja feliz?

SER IRRESISTÍVEIS UM PARA O OUTRO

[Juan Francisco Veléz Sierra, Fundador do Programa “Protege tu Corazón“]

Sempre que viajo do México para a Argentina, sobrevôo o deserto do Atacama. Impressionante! Tenho sensações muito variadas: surpresa, solidão, aridez. Por entre a cor cinza da areia, consigo ver uma mancha verde que logo desaparece. Por que este verde em meio à semelhante aridez? Vejo entre as montanhas que o delimitam um vale com um pouco de água. Com certeza os habitantes deste lugar seco e poeirento insistem em estimular o verde e as plantações dessa terra, até convertê-lo em um pequeno “oásis”.

A má comunicação, as brigas freqüentes, não saber resolver os conflitos, costumam ser as culpados da separação conjugal. Creio que tudo isso é sinal, e não causa. Se deixarmos murchar a amor, é lógico que surjam problemas de comunicação.

Os noivos se casam porque entre eles existe um poderoso sentimento que os leva a agradar-se mutuamente, a passar par cima de aspectos da sua personalidade, a não querer se separar. Querem estar sempre juntos. Estão apaixonados.

Quando se casam, expressam o compromisso de amar-se até a morte. Mas, por que, se não resistiam viver um sem a outro, alguns começam a ter problemas? O que acontece entre eles? Por que o amor esfria?

Pensando nessas questões ocorre-me compará-los ao deserto. Talvez tivessem deixado a “água” acabar ou, inclusive, nunca “regaram” a sua relação.

As possíveis causas para que um casamento não ande bem, poderiam ser:

1. O casal não sabe como fazer-se feliz.

2. O casal se faz mutuamente e deliberadamente infeliz.

Paradoxo, porque a pessoa se casa para ser feliz. Como consegui-lo? A pergunta chave é: o que eu posso fazer para que o outro seja feliz? Vencer a ignorância a respeito das expectativas que a outro tem sobre mim, que é parte do compromisso matrimonial. Satisfazendo essas necessidades arraigadas no mais profundo do seu ser, protege-se a casamento, protege-se a coração.

Josh McDowell acerta em cheio ao recolher, na última edição de seu livro “Why Wait?” (editora Here’s Life Publishers), algumas dessas expectativas de maneira coloquial. As do marido: ela diz que confia em mim, apóia-me diante dos filhos, nunca me contradiz em publico, expressa que me ama, prepara os meus pratos preferidos, tem uma ótima opinião sabre o que eu sou, ajuda-me a realizar os meus sonhos… E as da esposa: ele lembra os dias especiais, perdoa rapidamente, surpreende-me com detalhes, valoriza meus sentimentos mesmo que não pareçam lógicos, percebe a roupa que visto, toma a iniciativa para sair, ajuda-me nas tarefas domésticas…

Par outro lado, William Harley, dedicado durante muitos anos à terapia e aconselhamento matrimonial, encontrou 10 expectativas masculinas e femininas, que apresento aqui de maneira muito sintética: admiração, afeto, conversação, apoio financeiro, honestidade, abertura, atrativo físico, companhia para se divertir e fabulosa parceria sexual.

O curioso é que ele descobriu que as preferências mais valorizadas pelos homens eram, normalmente, as menos valorizadas pelas mulheres. Ou seja, as masculinas iam na contramão das femininas. Não é raro, por isso, que entre as casais haja grandes decepções. Somos tão diferentes! E isso não é fácil de adivinhar, requer abrir a intimidade ao outro sobre as próprias prioridades, para que, assim, o outro possa satisfazê-las.

O caso de Beth ilustra perfeitamente essa situação. Ela conta que quando namoravam, sempre acompanhou Pedro aos jogos de golfe, nunca o deixava ir só. Mas desistiu disso depois que se casaram. Agora o seu casamento vai mal. Marta, pelo contrário, acompanha o seu marido a todas as temporadas de futebol. No entanto, diz que nunca gostou desse esporte, “o que eu gosto é de estar com Léo, meu marido”.

Se Pedro dissesse a Beth como é importante a sua companhia para se divertir, ela poderia tentar acompanhá-lo novamente. E se, por sua vez, Beth dissesse a Pedro que sente falta de conversar mais com ele quando chega em casa, depois do trabalho, provavelmente a relação de Pedro e Beth melhoraria.

Voltando ao deserto… Agradar significa dar ao outro a “água” de que necessita, com a dose e frequência requeridas, para evitar decepções e para que a relação conserve o frescor dos apaixonados em cada etapa do casamento.

Em resumo: ser sempre, e a cada dia, mutuamente irresistíveis!

EXPECTATIVAS  DELA:

Ela precisa de dinheiro suficiente para se sentir segura.

Ela precisa que ele goste de conversar. 

Ela precisa confiar completamente nele.

Ela precisa que ele seja um bom pai.

Ela precisa que ele seja afetuoso.

EXPECTATIVAS  DELE:

Ele precisa que ela seja boa companheira para se divertir e descansar.

Ele precisa de uma esposa atraente.

Ele precisa da paz e da calma do lar.

Ele precisa que ela se sinta orgulhosa dele.

Ele precisa que ela seja uma fabulosa parceira sexual.

[Fonte: Revista “Ser Família”, Ano II n° 12, pág. 24-26]

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