Previsões Furadas

Da Coluna do Roberto Azevedo (28/12/2010)

Lembram-se como estava a realidade política catarinense em dezembro do ano passado. Anjos de bom presságio ou aves de mau agouro, rótulo que depende do ângulo de quem enxerga os fatos, diziam que o tucano Leonel Pavan iria renunciar à condição de vice-governador por conta da Operação Transparência, da Polícia Federal. Que Pavan seria abandonado à própria sorte, sem apoio de ninguém, e que sofreria pesado revés político com a aceitação da denúncia feita pelo Ministério Público pelo Tribunal de Justiça.

O mesmo tom de previsões dava conta do fim da tríplice aliança. O PMDB teria candidatura própria ao governo e marcharia com o PT para apoiar Dilma Rousseff à Presidência, em função da forte pressão das bases no Oeste catarinense, que nem sabiam que eram tão poderosas. Ou que era inevitável o alinhamento dos petistas de Ideli Salvatti com os pepistas de Angela Amin, líder absoluta das pesquisas à época. Raimundo Colombo seguiria no projeto político com o apoio do PP. Ao PSDB caberia chapa própria, com incondicional coligação com os pepistas de Angela.

Quem sustentou estas preciosidades esqueceu-se de um elemento essencial: a costura para a construção de alianças. As afirmações apaixonadas, que cabem a correligionários e partidários, menosprezaram a sequência da atual coligação do governo e os dois caciques articuladores: Luiz Henrique (PMDB) e Jorge Bornhausen (DEM).

Passados 12 meses, Raimundo Colombo foi eleito em primeiro turno pela força da aliança que defendia seu nome, Pavan completará o governo na próxima sexta-feira com realizações – lamenta, hoje, não ter assumido dia 5 de janeiro último –, Angela Amin não conseguiu uma ampla coligação em torno de seu nome e Ideli virará ministra da Pesca e Aquicultura de Dilma, não pelas articulações vitoriosas, mas pelos serviços prestados ao longo de oito anos de governo Lula. A dedução é óbvia: não há espaço para o uso de bola de cristal na política. Viável é construir uma forte base de apoio aos projetos políticos. Especulação não ganha eleição. Fora disso, o pesado fardo da prepotência leva ao naufrágio de muitas candidaturas.

Leia a Coluna completa aqui.   => Leia também “Sobre Colunistas” aqui

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