No ‘Valor Econômico’: Kassab põe PSD na órbita de Sarney no Maranhão.

Há quadros respeitáveis da oposição aderindo ao novo PSD. Kátia Abreu, Raimundo Colombo são exemplos. Porém, quem vai para um partido salada – pós-ideológico, diria nosso governador – corre o risco de ter que conviver com companheiros complicados de engolir. E não adianta dizer que é “lá no Maranhão”. No Brasil os partidos são NACIONAIS.

Para quem já foi, por opção, imposição ou  oportunismo mesmo, só resta levar as mãos à cabeça e citar o filósofo Sílvio Luiz: “O quié que eu vou dizer lá em casa??”.

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(Por: Caio Junqueira – Valor Econômico 11/05/2011)

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), fechou um acordo ontem com o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), sobre a estruturação no Maranhão do seu novo partido, o PSD. Pelo acerto, Kassab não aceitará que a oposição ao senador tenha espaço no partido e apresente candidaturas adversárias ao grupo de Sarney nas eleições de 2012 e 2014. Para tanto, permitirá que a governadora Roseana Sarney (PMDB) forneça deputados federais e estaduais para comandar a legenda no Estado.

Foi o próprio Kassab quem procurou Roseana para propor o acordo. Pelo telefone, afirmou que queria montar o partido no Estado sem incomodar politicamente a família. Para provar isso, ofereceu a eles a direção estadual da futura legenda, contanto que fosse chefiada por um deputado federal.

Roseana consultou seu pai e acabou aceitando. Colocou, contudo, como condição, que o deputado federal que fosse “oferecer” a Kassab viesse de um partido da oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff. Era a forma de agradar ao Palácio do Planalto, na medida em que diminuiria ainda mais o número de deputados da oposição. Além disso, impediria a migração de um deputado da base da presidente para um partido cujo governismo ainda é incerto, embora todos os indícios apontem para isso.

Passou-se, então, a buscar um nome para presidi-lo e é justamente isso que está emperrando as negociações. Sarney quer que a deputada Nice Lobão (DEM-MA), mulher do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, presida a legenda no Maranhão, o que Kassab concorda. Ocorre que ela tem se manifestado contra a ideia, dando a justificativa de que “está bem” em seu partido. Detém o controle estadual e integra, como suplente, a Executiva Nacional.

Sua recusa até o momento, porém, tem-lhe causado dificuldades com a base, que se anima com a ideia de um partido alinhado com o governo em São Luís e em Brasília. Dois dos cinco deputados estaduais eleitos pelo DEM – César Pires e Max Barros – já manifestaram interesse em deixar a sigla e montar o PSD. Um outro deputado estadual do PTB, Manoel Filho, também quer. Por isso que, ao ficar no DEM, Nice Lobão corre o risco de ver o DEM que controla ser esvaziado pelo PSD e perder a oportunidade de controlá-lo.

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