Meu comentário sobre a pesquisa IBOPE para o governo, publicada no DC dia 06/10/13.

O que mais chamou minha atenção na pesquisa IBOPE divulgada pelos veículos da RBS no último final de semana foi a ausência dos números de um provável segundo turno. Nos números divulgados pela rede para o governo do Rio Grande do Sul, aparece a simulação do segundo turno (veja aqui). Não acredito que tenham contratado a mesma pesquisa para Santa Catarina e deixado esta pergunta tão relevante de lado. Ou deixaram de lado depois de fazê-la?

Mas vamos aos números. É claro que a minha avaliação se dá do ponto de vista tucano. Desta forma, considerei bons os números do senador Paulo Bauer (PSDB), pré-candidato do partido ao governo. Nos cenários mais prováveis ele aparece em média com 5%, crescendo quando a Angela Amin não é citada. Considerando o recall natural da ex-prefeita e o recall praticamente obrigatório do governador, aparecer em terceiro é um ótimo começo.

O governador Raimundo Colombo aparece com 1/3 das opções. Um ano antes das eleições e sem os adversários terem colocado o bloco na rua, não parece ser uma situação tão confortável quanto os partidários do governador tentam transmitir ao comemorar a pesquisa. Com a presença constante na mídia e os altos investimentos em marketing do governo, 1/3 é o mínimo que se poderia esperar. Novamente, fizeram falta as simulações de um segundo turno para podermos avaliar melhor os números do primeiro. Estaria o governador no teto ou teria margem para crescer? Notem que, ao retirarmos a candidata Angela do cenário, o governador sobe apenas 2 ou 3% sobre os 16% que ela apresenta quando é relacionada.

Também fiquei curioso sobre os índices por região do estado…

As rejeições estão todas praticamente empatadas. Provavelmente fruto da desilusão política manifestada nas ruas durante o ano.

Agora, cruzando a pesquisa para governador com a pesquisa para presidente no cenário 4 (único possivelmente verdadeiro, como agora sabemos), podemos ver que dos eleitores catarinenses que manifestaram votar em alguém, 27% escolheriam Dilma se a eleição fosse hoje, 16% Aécio e 4% Eduardo Campos. (Brancos e nulos – 30%; Nao sabe/não respondeu – 24%). Isso demonstra espaço para o crescimento da candidatura do PSDB, que deverá ser o palanque único do senador Aécio Neves em Santa Catarina.

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