É mentira que a CNBB seja contra o impeachment de Dilma. E se fosse verdade? Seria uma mentira também.

Segundo informação da Agência Católica de Informações (ACI):

“A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP), organismo subsidiário da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), emitiu uma nota na qual manifesta sua “imensa apreensão ante a atitude do Presidente da Câmara dos Deputados”, pela autorização de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A posição expressa pelo órgão, ao contrário do que foi divulgado pela mídia, não representa um posicionamento da Conferência Episcopal do país.

“Não há previsão de que a CNBB vá se pronunciar” sobre o processo de impeachment da presidente, conforme explicou a assessoria de imprensa da entidade.

A CBJP, mesmo sendo um organismo vinculado à CNBB, possui sua autonomia de decisão e funcionamento e é composta, em sua maioria por leigos. Ela se difere da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, a qual é uma comissão da Conferência Episcopal, presidida e formada por Bispos.

Na nota divulgada na quinta-feira, 3, a CBJP é assinada pelo secretário executivo da entidade, Carlos Alves Moura”. (http://migre.me/sjJey)

Aí vem a questão: quem é o Sr. Carlos Alves Moura? Pesquisando um pouco, logo se vê que tem um currículo respeitável. Contudo, nada que indique seu catolicismo. Porém, uma informação é relevante: entre 2003 e 2007, participou do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, órgão da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República do Brasil. Ou seja, algo nos indica que ele é um bom petista.

Moral da história: confirma-se que a CNBB é um dos campos de disputa, onde se infiltram e se alastram socialistas de todas as espécies. Estes, leigos ou sacerdotes, ocupam pequenos espaços, grandes espaços, comissões. Na hora “H” o partido lhes dita uma notinha e “pá” (lembrando o meme que circula): logo temos a pequena parte falando pelo todo. A nota da comissão, sem nenhum valor em si, torna-se a posição da entidade. O que também vale nada, não fosse a ilusão de representatividade atribuída à CNBB.

Mas a nota serve aos interesses do Partido. Ajuda a encher de logos as peças de propaganda política, na intenção de ampliar a ilusão de representatividade, agora em favor do próprio Partido.

Basta olhar a imagem abaixo:

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Quem representa, ou o quê representa, o “Fórum 21”, por exemplo? 

Sou católico. Respeito e acredito na hierarquia da Igreja. A CNBB, uma ONG que congrega os Bispos das dioceses brasileiras, não faz parte dessa hierarquia. Por isso, não entendo as posições da entidade como emissão da opinião dos católicos, muito menos como uma orientação confiável aos fiéis. A CNBB é uma mentira. Por isso, mesmo que a tal nota fosse da entidade, ainda assim seria uma mentira.

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