Direitos Humanos e coerência.

Hoje lembramos os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Comemorar essa data é a atitude coerente para um Conservador.

Escrevo isso porque há muitos autodeclarados defensores da civilização judaico-cristã-ocidental que repudiam ou fazem pouco ao ouvirem falar em Direitos Humanos. E isso é de uma incoerência tremenda.

Ora, a ideia fundamental dos Direitos Humanos faz parte do acúmulo histórico e filosófico judaico-cristão: todos os seres humanos partilham de uma mesma natureza – portanto, são iguais em essência -, não obstante as diferenças pessoais. Todos, igualmente, foram dotados por Deus de razão e inteligência e cada vida humana possui dignidade infinita desde a concepção.

Com o tempo essas idéias foram secularizadas. Talvez a perda do caráter religioso da reflexão sobre a dignidade e a natureza humana dificulte em algum aspecto seguir o “fio da meada” desse acúmulo intelectual.

Por isso é sempre bom lembrar que, apesar do título “Universal”, o respeito aos Direitos Humanos é um valor ocidental, sedimentado em séculos de História e reflexões. Bem conservador, portanto.

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