"Como ser um conservador"… e como não ser.

“Como ser um conservador”, de Roger Scruton. Li bem aos poucos, apesar de ser um “livro de aeroporto”, ou seja, aqueles feitos para matar em uma viagem. Fui devagar, não por degustação, mas porque estava lendo outras coisas paralelamente. A vantagem de ler assim, óbvia, é poder pensar um pouco melhor sobre cada capítulo e ter tempo para verificar na Amazon a disponibilidade (e o preço) das obras citadas.

A obra é interessante. Sem dizer explicitamente, o autor elenca uma sugestão de bibliografia para quem deseja entender um pouco melhor o pensamento conservador. Conforme os capítulos avançam, as sugestões de leitura aparecem nos rodapés. Organizado de maneira a sopesar o conservadorismo diante de outros “ismo”, como o comunismo e o liberalismo, nos capítulos finais, faz sugestão sobre a esfera de valores sobre os quais os conservadores devem estar alertas e conclui com questões práticas.

O mais curioso é perceber o quanto o pensamento descrito por Scruton entra em choque com aquilo que hoje está se tentando vender como conservadorismo no Brasil. Seria interessante que os conservadores de verdade começassem a se diferenciar desse neoconservadorismo autoritário e utópico que grassa no nosso meio político.

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